sexta-feira, 30 de junho de 2017

Entrevista com a autora Clara Savelli


Olá leitores!

Hoje estou de volta com algo diferente (e que se vocês curtirem tentarei fazer mais vezes) que é uma entrevista com a autora Clara Savelli, que foi uma fofa em responder todas as minha perguntinhas e desafios. 

Vamos ver o que ela respondeu? 

Ah! Vale lembrar que se você tiver uma pergunta que não foi feita aqui, você pode deixá-la nos comentários que eu convenço a Clarinha a dar uma entrevista bônus! rsrsrsrs...

Blog Páginas da Minha Vida Literária (BPVL): Quem é Clara Savelli para você?

Clara Savelli (CS): Carioca da clara. Vive no seu próprio céu de diamantes. Gosta de pensar que é padawan da Meg Cabot, ainda que prefira o lado negro da força. Fez duas faculdades ao mesmo tempo, mas não tem um vira-tempo. Enquanto espera o convite de Zordon para fazer parte dos Power Rangers, passa o tempo livre escrevendo livros. 

BPVL: Como e quando você entrou no mundo literário?

CS: Acho que faço parte dele desde sempre, mas foi em 2007 que comecei a escrever "para valer". Nesse ano, comecei a postar Mocassins e All Stars, meu livro publicado, no Orkut.
Lá, acabou crescendo bastante e ganhando muitos leitores, a ponto de chamar atenção de uma pequena editora. Foi assim que as coisas começaram a andar e minha carreira a surgir de uma forma mais formal.

BPVL: Alem de escritora, você também é bacherel em Relações Internacionais e Direito. Por que decidiu fazer esses cursos?

CS: Libriana indecisa aos 17 anos, não fazia ideia do que eu queria fazer da minha vida, além de escrever livros. Na época o vestibular ainda não era unificado no ENEM, como hoje. Por isso, prestei uma carreira que eu achava potencialmente interessante em cada faculdade e pensei "na que eu passar, vou cursar". Acabei passando em três e, libriana indecisa de novo, acabei fazendo duas ao mesmo tempo. Me formei no tempo correto, com boas notas e com prêmios, mas com muitos cabelos brancos e algumas crises de gastrite, rs. Gosto muito das duas carreiras e já atuei nas áreas, mas hoje não me vejo mais atuando. Estou, desde agosto de 2016, totalmente focada nos livros.

BPVL: Você já tem 2 prêmios literários no currículo ( o NRA 2009 nas Categorias "Melhor Livro Não-Concluído", "Melhor Autora" e "Melhor Entrevista" e o Prêmio Paulo Britto de Literatura 2011 na Categoria Prosa). Como foi ganhar esses prêmios?

CS: Chorei muito! Depois eles eu também fui menção honrosa de outro concurso em 2012, ganhei o Wattys de 2015 e 2016 e fui finalista de um concurso da plataforma Sweek esse ano. Chorei todas as vezes. É sempre muito bom ver nosso trabalho e nosso talento reconhecidos! Às vezes eu duvido muito dele, então ter esse tipo de conquista me faz ter mais confiança em mim mesma e escrever mais!

BPVL: Quando foi que você começou a escrever e quando foi que percebeu que sua paixão pela escrita estava incontrolável?

CS: Como eu disse, eu acho que comecei a escrever desde sempre, rs. Minha mãe diz que eu escrevia antes mesmo de escrever, desenhando as histórias e mandando-a legendá-la. Sempre fiz textos de presentes para amigos e para minha família, mas foi quando eu era adolescente, com uns 15 ou 16 anos que comecei a escrever de forma incontrolável, rs. Logo depois comecei a escrever Mocassins e All Stars e engatei de vez nessa vida.

BPVL: Dos livros que já li (e pelo que andei observando) você escreve livros de romance com temática adolescente. Quando foi que você percebeu que esse era seu gênero de escrita?

CS: Foi sempre o gênero que eu mais gostei de ler (e o que eu mais gosto até hoje) e o gênero onde as histórias fluem mais naturalmente para mim. Meus primeiros contos e livros já eram desse gênero, então acho que foi um processo mesmo natural. Como eu amo livros com essa temática, acabei replicando-a em minhas histórias.

BPVL: Você já pensou ou já tentou escrever um livro com um gênero literário que não seja romance adolescente? Se sim, qual foi o(s) gêneros?

CS: Sim! Apesar de ter começado com romance adolescente, minha pasta de ideias no computador está repleta de livros de outros gêneros dos mais diversos (por exemplo, tem romance histórico, chicklit, drama e até mesmo distopia!). Hoje estou trabalhando em dois projetos para Amazon que são romances de outro gênero, mas ainda não posso contar muito! Além disso, para a coletânea Mundos Paralelos, lançada pela editora Abril, eu escrevi uma distopia! Foi um super desafio, mas amei.

BPVL: Já percebi que seu cantou favorito é Ed Sheeran (ou será que estou errada? - risos). Considerando este fato, gostaria de saber se você se imaginou conhecendo ele quando escreveu o livro Tiete!.

CS: Menina, você acredita que não? Eu amo o Edinho (rs), mas eu só descobri a existência dele e das músicas dele por conta das minhas leitoras de Acampamento! Elas comentaram que Eduardo era muito parecido com ele e eu fui pesquisar. Conclusão, adorei e sou fã! Fui até no show que ele fez aqui no Rio esse ano e foi mega emocionante. Ele é um exemplo de ser humano e um maravilhoso cantor, sem dúvidas. Porém, minha banda favorita de todos os tempos são os Beatles.

Sobre Tiete!, a inspiração não foi o Ed, mas sim o Zac Efron. A ideia do livro é de 2007/2008 quando eu estava completamente viciada em assistir High School Musical e apaixonada pelo Zac Efron, que interpretava o Troy. Alex, o ator da história, é abertamente inspirado no Zac e na paixão adolescente que eu nutria por ele.

BPVL: Agora vamos para Acampamento de Inverno para músicos (nem tão) Talentosos. Você toca algum instrumento?

CS: Não, rs! Eu já contei um pouco disso nos vídeos sobre Acampamento que fiz para meu canal no Youtube (Clara Savelli), mas na verdade eu sou uma completa negação musical. Quando eu tinha uns 8 anos fiz um ano de estudos de música em um conservatório, onde aprendi piano, flauta e um pouco de bateria. Mas eu era verdadeiramente muito ruim e não gostava muito das aulas. Não continuei o aprendizado e hoje desaprendi tudo, rs.

BPVL: De onde surgiu a ideia de colocar musica e acampamento juntos?

CS: Acho que um pouco de High School Musical e um pouco desse conservatório de música que eu mencionei na pergunta passada. Muita gente acha que o livro é inspirado por Camp Rock, mas eu só vi o filme uma vez! Preciso inclusive revê-lo e assistir o 2, que nunca vi. Eu sou apaixonada por música e a vontade de escrever algo que fosse preso nesse ambiente musical o tempo todo foi o que me motivou a escrever acampamento, que também é uma ideia de 2009.

BPVL: Como você consegue conciliar sua vida profissional com literatura e mais a rotina dos blogs onde é colunista?

CS: Chorando amargas lágrimas, rs! Mentira! Fazer duas faculdades ao mesmo tempo me proporcionou uma dádiva que eu não tinha antes: organização. Hoje sou bem mais organizada do que eu era e, por isso, consigo conciliar um pouquinho melhor meu tempo. Minha amiga escritora, Aimee Olivera, fica horrorizada em como eu consigo dar conta das minhas listas de coisas para fazer! Mas nem sempre consigo e às vezes é um pouco frustrante. Mas sigo tentando!

BPVL: Agora quero que me responda a primeira coisa (e quem sabe um pouquinho sobre ela) que pensar ao ler cada um dos tópicos abaixo:

BPVL: Cor

CS: Azul, mas hoje em dia tenho gostado muito de lilás.

BPVL: Professor (a) dos tempos de escola 

CS: Izabel Cristina. Foi minha professora de história da quinta à oitava série e mudou minha vida. Me ensinou muito mais do que simplesmente história, abriu meus olhos para novas realidades e perspectivas e foi fundamental na minha vida e no meu desenvolvimento. Ela faleceu recentemente de câncer e faz uma falta enorme no meu coração.

BPVL: Filme 

CS: Magia Além das Palavras (é um filme inspirado na vida da J.K. Rowling que eu queria que o mundo inteiro assistisse).

BPVL: Musica 

CS: Sou muito de fases, mas ultimamente tenho ouvido muito Shape Of You, do Ed Sheeran.

BPVL: Cantor (a) 

CS: P!nk

BPVL: Banda

CS: The Beatles

BPVL: País

CS: Itália (eu tenho ascendência, sei falar italiano e me sinto pertencente ao país, hahaha)

BPVL: Animal 

CS: Pinguim! Coisa mais linda do mundooooo! Mas sou apaixonada por bichos, especialmente por cachorros. A louca que adora apertar todos eles.

BPVL: Livro

CS: Três Metros Acima Do Céu - Federico Moccia (por favor, leiam, é fantástico)

BPVL: Gênero Literário

CS: Romance Adolescente :P

BPVL: Um personagem 

CS: Mia Thermópolis, meu alterego (do livro)

BPVL: Autor (a)

CS: MEG CABOT, DIVA E DONA DO MEU CORAÇÃO

BPVL: Para terminar, gostaria que respondesse a tag que criei relacionada ao meu livro, O Passado de Joanna.

BPVL: 1. Acrobatas – Um livro com muitos altos e baixos.

CS: Pode escolher o próprio livro? Mocassins e All Stars é uma montanha russa de acontecimentos, rs.

BPVL: 2. Atirador de facas – Um livro que fez você querer atirar facas no personagem principal.

CS: Alguns livros da série Instrumentos Mortais. Tinha vezes que dava vontade de dar na cara da Clare, só Jesus.

BPVL: 3. Contorcionistas – Um livro que você se contorceu para ler.

CS: O Selo Médici - Theresa Breslin. O livro é um pouco lento e também é gigantesco, então eu tinha que fazer contorcionismo REAL para lê-lo, hahaha.

BPVL: 4. Domador de Animais – Um livro que domou você; prendeu sua atenção do inicio ao fim.

CS: Aproveitando o tema: Revolução dos Bichos, do George Orwell. Me surpreendeu muito e eu não consegui parar de ler.

BPVL: 5. Equilibristas – Um livro equilibrado; sem altos e baixos.

CS: Ser Feliz é Assim - Jennifer E. Smith. Meu livro preferido da autora e um amor do início ao fim.

BPVL: 6. Faquir – Um livro cujo o personagem principal sofre muito.

CS: Antes de morrer - Jenny Downham. Livro lindo da po#@%

BPVL: 7. Globistas – Um livro cuja história gire em círculos.

CS: Vale o próprio? Chinelo e Salto Alto é bem assim, mas de uma forma positiva.

BPVL: 8. Homem Bala – Um livro que você leu rápido como uma bala.

CS: Qualquer livro da Meg Cabot ou Julia Quinn. O sétimo livro dos irmãos Bridgetons eu li em 4 horas.

BPVL: 9. Mágicos – O livro que fez você esperar loucamente pelo livro seguinte só para saber o que aconteceria.

CS: Sociedade Secreta - Diana Peterfreud. E a Record demorou HORRORES para lançar o último livro. Sofri.

BPVL: 10. Malabaristas – Um livro cujo personagem principal precisa lidar com problemas totalmente diferentes ao mesmo tempo.

CS: 13 porquês - Jay Asher. O livro é incrível. Por favor leiam.

BPVL: 11. Mulher Barbada – um livro que te fez colocar as barbas de molho e entrar em ressaca literária.

CS: Três metros acima do céu - Federico Moccia. E toda vez que eu releio, fico de ressaca de novo. hahaha.

BPVL: 12. Palhaços – Um livro que tenha uma piada ou ironia.

CS: Pela Janela Indiscreta - Aimee Oliveira. Me fez passar vergonha rindo em público mais de uma vez. Sempre que eu estou triste, lembro dele e dou umas risadinhas.

BPVL: 13. Comedor de Fogo – Um livro que te deu raiva.

CS: Doce Perdão - Lori Nelson Spielman. Nem consegui terminar de ler quando vi o que estava acontecendo. Uma pena, porque amei demais A Lista de Brett, da mesma autora.

BPVL: 14. Trapezistas – Um livro que fez o tempo voar; que te distraiu.

CS: Qualquer livro da Meg Cabot, hahaha! Vou escolher o que li mais recentemente, The Boy Is Back. Ainda não lançou no Brasil, mas é da série "Garotos".

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Estrela dos Mortos (Série Supernova) - Resenha

Olá leitores!

Hoje vou falar um pouquinho do segundo livro da série Supernova do Renan Carvalho. Caso você não tenha lido o primeiro livro da série e nem a resenha que fiz dele, pode clicar aqui e conferir.

Renan (nem sei se você vai ler isso) mas que sacanagem você fez com os leitores logo no começo do livro ein? hahahaha...

Eu estava alucinada para saber o que aconteceria com Leran e Luana, que saíram escondidos de Acigan após a morte de um bocado de gente. Mas o que o senhor autor faz em vez de nos contar logo o que aconteceu? Ele nos apresenta a outra personagem.

Tlavi é a estrela da cura e logo no começo ela vai, junto com os Paladinos (que é um povo bem foda), para Cimerium (uma cidade próxima a onde ela mora) pois uma energia negra não só está afugentando como matando mineradores e cidadãos. 

Mesmo inserindo Tlavi contra minha curiosidade de leitora o Renan não desapontou. Deu um show de narrativa e de ação. Foi simplesmente impossível piscar (ou até mesmo respirar) durante cada um do momentos em que Tlavi fica frente a frente com o mal.

Contudo, queridos leitores, não se enganem. Tlavi pode ser uma estrela (e ela é) com poderes lindo maravilhosos e esplendorosos. Mas ela não pode salvar seu pai que estava a beira da morte e/ou ajudar o irmão quando ele mais precisava. Durante a narrativa ela tenta mostrar as difíceis escolhas que uma estrela tem que fazer e até certo ponto entendo. E podem falar o que quiser, mas acredito que ela conseguiria sim salvar o pai e ainda cumprir suas funções políticas e guerreiras. A personagem é contraditória. Consegui ama-la nas primeiras páginas mas depois passei a odiá-la (desculpe Renan). 

Intercalando com a narrativa de Tlavi temos os nossos velhos conhecidos, Leran e Luana que após serem abordados no trem por caçadores de recompensas e se perderem no escaldante deserto, são salvos pel população que vive perto do Polo Terra (um povinho bem fora da casinha viu?). O povo, depois de dar um senhor trabalho aos dois, os ajuda a escapar dos caçadores, que marcaram Leran e que vão persistir nessa busca até mais da metade do livro.

Quando Leran e Luana finamente alcançam Mabra, eles buscam por Quiroon conforme foram orientados. E é falando com o filho dele, Gueth, descobrem que o homem morreu pois sua filha, a grande estrela da cura não apareceu para salva-lo.

Entre arrancar informações de Gueth e convencê-lo a ajuda-los, percebemos que Luana não tem uma queda pelo lutador. Ela tem um tombo. Fato que deixa Leran morto de ciumes e que ao mesmo tempo faz com que os irmãos se afastem.

Enquanto tentam, sem sucesso chegar a Tlavi para que ela auxilie Luana, o trio descobre que Shaz (a estrela da morte) colocou sua orda de criaturas da morte para destruir e angariar mais soldados para seu putrefato exercito. A partir dai, uma grande luta atravessa cidades vizinhas unindo bandidos e mocinhos em busca de uma chance de sobrevivência.

Ao fim do livro algumas duvidas permanecem e deixam um ganho pra lá de bacana para um próximo livro (que eu sei que o Renan já terminou de escrever).

Se interessaram? Corram para ler porque esse super vale a pena!

domingo, 11 de junho de 2017

O Menino que Desenhava Monstros - Resenha

Olá leitores!

Hoje vim falar do segundo livro que li da editora Darkside.

Não existe jeito melhor de começar esta a resenha do que falando (desculpem o palavreado): QUE LIVRO FODA.

Eu já estava há um tempo com dificuldades em engajar em uma leitura e sinceramente, esse livro me salvou de uma grande ressaca literária. Li o livro com uma ávida vontade em saber o que viria depois. Foi simplesmente impossível parar.

O livro nos conta a história de Jack Peter, um garoto que de 10 anos que tem Síndrome de Asperger, o que causa muita dificuldade de comunicação e interação.

Fonte: Minha Vida
Quando quase se afogou junto com seu amigo Nicholas quando tinham 7 anos Jack Peter desenvolveu Agorafobia, ou seja: medo do ar livre.

Jack passa seus dias trancado em casa desenhando. Quando seus pais precisam levá-lo ao médico, uma verdadeira força tarefa é necessária.

Quando Nick precisa passar alguns dias na casa de Jack para que seus pais (que são dois bêbados malucos) saiam em lua de mel, coisas estranhas começam a acontecer. Um homem grande, nu e branco é visto correndo pelos arredores junto com um enorme cão branco, barulhos atormentam a casa durante a noite, bebês monstros andando pelas paredes, histórias de um naufrágio que ocorreu naquela mesma costa anos atrás e uma senhora caolha com histórias sobre fantasmas são acontecimentos que irão levar os personagens a beira da loucura e até mesmo a lutar por suas vidas.

Keith Donohue construiu um mundo encantador que deixará o leitor apreensivo e sempre querendo saber mais sobre as próximas criações de Jack. O livro não é terror, mas sim um suspense fantástico que encantará sua imaginação.